Calculadora de Juro Composto
O juro composto é o mecanismo pelo qual os retornos geram mais retornos, criando um crescimento exponencial ao longo do tempo. Albert Einstein terá dito que é 'a oitava maravilha do mundo': quem o compreende ganha-o, quem não o compreende paga-o. Para um investidor de longo prazo, o tempo é a variável mais importante — mais do que o capital inicial ou o retorno anual. Use a calculadora abaixo para visualizar o poder do tempo na sua carteira.
Pontos-chave
- ▸Juro composto: os retornos são reinvestidos para gerar mais retornos, criando um crescimento exponencial
- ▸O tempo importa mais do que o capital: começar 10 anos mais cedo vale mais do que duplicar as contribuições
- ▸Regra dos 72: divida 72 pelo retorno anual para saber quantos anos leva a duplicar o dinheiro (ex: 7% → ~10 anos)
- ▸Contribuições mensais regulares: mesmo pequenos montantes mensais acumulam uma riqueza significativa a longo prazo
- ▸A inflação e os impostos corroem os retornos reais: assuma sempre um retorno líquido realista de 5–7% ao ano para ETFs de ações
Total investido
58.000 €
Retorno total
86.573 €
Total final
144.573 €
Multiplicador
2.5x
Como se calcula o juro composto?
M = montante final · C = capital inicial · r = retorno anual · t = anos · v = contribuição mensal
O cálculo funciona ano a ano: cada ano a sua carteira cresce à taxa de retorno selecionada, e as novas contribuições são adicionadas ao total já valorizado. Isto cria um efeito bola de neve: nos primeiros anos o crescimento parece lento, mas a partir do ano 15–20 a aceleração torna-se claramente visível no gráfico.
A calculadora usa capitalização anual com contribuições mensais. Para ETFs e fundos índice, um retorno bruto histórico de 7% ao ano é um benchmark comum para índices de ações globais como o MSCI World. Após custos e impostos, um retorno líquido realista de 5–6% é uma premissa razoável para projeções de longo prazo.
Um exemplo concreto: €10.000 + €300/mês durante 25 anos
Com um capital inicial de €10.000, contribuições mensais de €300 (€3.600/ano) e um retorno anual de 7%, ao fim de 25 anos teria investido cerca de €100.000 do seu bolso — mas a sua carteira valeria cerca de €230.000. Quase o dobro do que colocou, graças ao reinvestimento dos retornos ano após ano. A diferença entre os €100.000 contribuídos e o valor final de €230.000 — cerca de €130.000 — é o juro composto em ação.
Perguntas frequentes
Qual é um retorno anual realista para um ETF de ações?
Os índices de ações globais como o MSCI World tiveram historicamente um retorno bruto entre 7% e 10% ao ano nas últimas duas décadas. Após inflação e impostos (tipicamente 25–30% sobre ganhos, consoante o país), um retorno real líquido de 4–6% é uma estimativa conservadora para projeções de longo prazo.
Com que frequência capitaliza o juro num ETF?
Nos ETFs de acumulação, os dividendos são automaticamente reinvestidos — o que equivale a uma capitalização contínua. A calculadora usa capitalização anual, que é uma boa aproximação para horizontes de investimento de vários anos.
A inflação reduz o valor real da minha carteira?
Sim. Com 2% de inflação, €100.000 daqui a 20 anos terão o poder de compra de cerca de €67.000 hoje. Use a Calculadora de Inflação para ver exatamente quanto a inflação corrói o seu capital.
É melhor investir um montante único ou fazer contribuições regulares?
Depende do seu horizonte temporal e liquidez. Um montante único beneficia de mais anos de capitalização, mas as contribuições regulares (custo médio em dólares) reduzem o risco de entrar no momento errado e são mais sustentáveis para a maioria dos investidores.
A que idade devo começar a investir?
Quanto mais cedo, melhor. Começar aos 25 em vez dos 35 pode valer centenas de milhares de euros a mais na reforma, mesmo com contribuições idênticas. A única coisa que nunca recupera no investimento é o tempo.
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